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Chancelas
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Adélia Prado
Adélia Prado (1953) «pronta para carregar a bandeira do anjo pleno, da guarda, da mais alta poesia brasileria» (in: Cadernos de Literatura Brasileira, número dedicado à poeta) conclui o curso de Magistério em 1953, começando a leccionar, dois anos mais tarde, numa escola estadual. Em 1958 casa-se com José de Freitas, funcionário do Banco do Brasil (e companheiro para toda a vida), com quem ingressará, já em 1965, no curso de Filosofia da Faculdade de Divinópolis («entrei para escovar o pensamento», diria mais tarde), licenciando-se em 1973. Católica fervorosa, mãe de cinco filhos, dona-de-casa, Adélia Prado continua a levantar-se para fazer pão, rezar e escrever porque sabe que Deus se alimenta de palavras e, portanto, é impossível distinguir um poema de uma prece. Autora também de romances, Adélia Prado é coerente nesse mistério das suas palavras, e afirma não haver qualquer distinção entre poesia e prosa: «Filha, diz-me o Senhor/ eu só como palavras.» Autora popular muito amada, indigesta para alguns intelectos mais academizados, iluminada («Eu acho que o conteúdo cognitivo é de ordem mística, sempre.»), obteve o Prémio Jabuti com o seu segundo livro de poemas (O Coração Disparado, 1978). Em 1991 publicou a primeira edição da sua Poesia reunida. |
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Livros deste autor
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