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Sinopse
Amália Rodrigues sempre escreveu versos, e cedo se cantou a si própria. Porque disso nunca se vangloriou, poucos sabem que poemas belíssimos como Estranha forma da vida, Lágrima ou Grito são da sua autoria. Mas há muitos mais. Incitada pelo seu biógrafo e amigo Vítor Pavão dos Santos, Amália publicou todos esses poemas que nos estão no ouvido e também os inéditos. Para ler trecho:
Imprensa
"Sei praticamente de cor todos os versos que a senhora canta [...]. De cor ou de cor negra são quase sempre as cantigas do seu próprio punho e nelas podemos de imediato sentir o gosto óbvio pela redondilha tão ao jeito do fado, mas que ela sabe manejar musicalmente em certas aliterações e outros jogos verbais, verdadeiros achados poéticos." - Armando Silva Carvalho, Diário de Notícias "Fiquei deslumbrado. Aquilo era a Amália toda inteira, cheia de animação (...), e coisas tristes, poemas de amor, do mais impetuoso arrebatamento, ou versos cheios de ternura, a falar dos bichos, das coisas silvestres, das flores que nascem à toa nos prados e a Amália anda a correr pelos campos para as levar todas para casa, antes que apareça um polícia. E já tem aparecido. Tinha de se fazer um livro com aqueles versos. (...) 'Mas acha que vale a pena?' perguntou-me a Amália. Se vale a pena? Aquilo é tudo lindo, é tudo Amália. (...). E agora, aqui está o livro de versos de Amália, a Amália a quem tanta gente fez versos." - Vítor Pavão dos Santos, "Nota final" voltar |