Recomendação
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Mortes imaginárias
Autor: Michel Schneider
Tradutor: Bénédicte Houart
Colecção: Outono - Inverno
Ano de Edição: 2011
ISBN: 978-972-795-307-3
Sinopse
Belo cemitério este por onde Michel Schneider nos leva a passear. De Montaigne a Truman Capote, conta-nos os derradeiros momentos de trinta e seis escritores, num livro quase divertido, como todas as lições de lucidez e de coragem. Nada de “falecidos” nem de “desaparecidos”. Nada de disparates modernos como “cumprir o luto”. Os moribundos que habitam esta recolha sabem que a morte faz parte da vida, que é resumo e revelador último dela. Nabokov abandona a vida a pensar em borboletas; Flaubert termina (talvez) os seus dias da mesma forma como terminou “A educação sentimental” – com um pensamento de grande reconhecimento dirigido às prostitutas. Seja natural, voluntária, pacífica ou horrível, a morte é uma velha amiga dos escritores, visto brincarem com ela através das personagens – frutos da própria imaginação. Alguns, como Proust ou Montaigne, prepararam-se cuidadosamente para a receber. Por isso, as últimas palavras destes escritores fazem parte da obra que assinaram. Ao entregar a alma numa cidade termal, Tchékhov disse: “ich sterbe”, constatação de uma perfeita sobriedade, na qual identificamos o médico. O escritor adopta a simplicidade de um homem demasiado educado para empregar a língua dos seus anfitriões. Victor Hugo apaga-se com um alexandrino. Bernanos grita: “Agora, chegou a nossa vez!”, Anatole France, como tantos soldados heróicos, ao chegar o derradeiro momento, murmura: “Mamã, mamã…”
Imprensa
"Uma obra de palavras finais que podem ou não iluminar o clarão fugaz de uma existência entre o nascimento e o desaparecimento dando lhe algum sentido e coerência mas o mistério permanece". Ler
Notas
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