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Carmina
Autor: Gaio Valério Catulo
Tradutor: José Pedro Moreira e André Simões
Colecção: Clássicos
Ano de Edição: 2012
ISBN: 978-972-795-332-5
Sinopse
A colectânea segue critérios métricos e podemos dividi-la em três secções: 1-60, os chamados polímetros, pequenas composições em metros iâmbicos e líricos; 61-68, um conjunto de poemas mais extensos, os chamados carmina docta, “poemas eruditos”, de temática mitológica e de pura inspiração alexandrina, compostos em metros variados; 69-116, epigramas em dísticos elegíacos, muito próximos, em tom e temática, do primeiro conjunto de poemas. O livro do poeta de Verona inicia-se com uma pequena composição dedicada a Cornélio Nepos, que o terá eventualmente introduzido na sociedade romana, e encabeçaria uma colectânea, que denomina de libellus, “livrinho”, de nugae, “ninharias”. Mas o livro, tal como nos chegou, contém poemas que não podem ser assim classificados, pela sua extensão […] Os poemas sucedem-se, portanto, de forma um pouco caótica, tendo em conta os temas e o próprio tom, ora triste e pungente, ora jovial e galhofeiro, ora elevado e helenizante, ora licencioso e obsceno. Tamanha variedade leva ao uso de diversos níveis de linguagem, sendo nota dominante a rejeição do poema heróico de tipo homérico e eniano (o poema de Catulo mais extenso não excede os 408 versos). – Ana Alexandra Alves de Sousa, “Introdução”, Carmina.
“A editora Cotovia tem feito, quase isolada (cruzando-se, pontualmente, com algumas edições da Gulbenkian), um percurso de publicação de traduções dos clássicos latinos e gregos, que surgem como objectos raros no nosso panorama editorial, afastados dos clássicos (antigos e modernos) e de tudo o que é erudito. […] Catulo é um dos mais conhecidos representantes dos chamados neotéricos, isto é, “poetas novos” (como lhes chamou Cícero pejorativamente), que já não descrevem a gesta dos antigos heróis ou dos deuses, afastando-se da poesia épica da tradição homérica, mas incidem antes em temas e episódios ligados à vida quotidiana. […] E a sua poesia tanto compreende uma dimensão mais clássica e erudita como a obscenidade rude e crua.” – António Guerreiro, Actual, Julho 2012.
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