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Título Autor Colecção ISBN  
O Silêncio / É bonito / Aqui está Ela / Por Tudo e Por Nada
Tradutor: Diogo Dória, Jorge Silva Melo e Pedro Tamen
Colecção: Teatro
Ano de Edição: 2012
ISBN: 978-972-8972-530
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Sinopse

O Silêncio

Seis personagens não podem desenvolver um diálogo nornal por causa do silêncio de uma sétima.

 

Mulher 2      Porque ainda agora…

Homem 1        Ainda agora o quê?

Mulher 2      Bom, tu próprio...

Homem 1        Eu próprio o quê?

Mulher 3      O silêncio dele…

Homem 1        Mas qual silêncio?

O Silêncio, Nathalie Sarraute

É Bonito

Um pai e uma mãe dividem-se sobre o olho irónico do seu filho. A culpa parental assume neste texto proporções enormes. Mas a farsa da linguagem esconde o drama da incomunicabilidade, do diálogo como luta, da linguagem como traição.

 

Ela     O que não impede que às tantas tenhas hesitado. Também tiveste medo, confessa lá…

Ele     Medo? Eu? Estás a sonhar…

Ela     Só te fica bem… Quem não tem medo… Mas tu, eu vi… há bocado, quando ele te desafiou… quando te exaltaste… esmifraste-te…

Ele     Ah, isso não. Nem um bocadinho. Eu disse-lhe, gritei-lhe: É bonito. Bonito. Bonito. Bonito…

É Bonito, Nathalie Sarraute

 

Aqui está Ela

História de uma obsessão. A obsessão é, bem como a linguagem, um dos temas recorrentes de Sarraute.

 

Homem 2        Olhe, tenho que lhe dizer… Preciso de falar consigo…

Mulher         Sim? Sobre o quê?

Homem 2        É uma parvoíce… é muito difícil… Não sei como… Por onde começar.

Mulher         Diga lá, diga lá. Que fiz eu desta vez?

H.2      Oh, nada. Nada. Nada, precisamente, não fez nada. Não disse nada. Ficou calada…

Mulher         Devia ter falado?

H.2      Sim, mais valia…

Aqui Está Ela, Nathalie Sarraute

Por Tudo e Por Nada

Dois homens confrontam-se, dois amigos discutem talvez por tudo e por nada. A tensão que existe nas palavras mais simples, os movimentos físicos e psicológicos dão ao leitor uma sensação de mal-estar, mas fascinam ao mesmo tempo.

 

Homem 2        “E que tomem cuidado... que prestem muita atenção... são bem conhecidas as penas em que incorrem aqueles que têm o desleixo de se permitirem assim, sem razão... Ficarão marcados... Só com prudência é que nos aproximaremos deles, com a maior das desconfianças... Toda a gente saberá de que é que eles são capazes, de que é que podem ser culpados: podem cortar relações por tudo e por nada.”

Homem 1        Por tudo... e por nada? (Silêncio.)

Homem 2        Tudo e nada?

Homem 1        Realmente não são a mesma coisa...

Homem 2        Realmente: tudo. Ou nada.

Homem 1        Tudo.

Homem 2        Nada!

Por Tudo e Por Nada, Nathalie Sarraute

 

 

 

 

 

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