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Diz-nos João
Barrento: «A morte prematura de Walter Benjamin coincide com os
começos literários de Paul Celan e da via crucis do poeta
[...]. E apesar disso, no poeta como no filósofo, as experiências
diversas da história do século darão origem a um
percurso semelhante, um percurso que em ambos vai do negro ao branco
[...].» Apoiado na leitura de alguns dos passos fundamentais das
obras de Walter Benjamin e Paul Celan, Ler o que não foi escrito
– Conversa Inacabada entre Walter Benjamin e Paul Celan, o mais recente
ensaio de João Barrento, visa traçar os matizes daquela
semelhança. Um texto sobre estética e modernidade e literatura
que é, simultânea e inevitavelmente, uma lúcida reflexão
acerca do nosso tempo.
O último
século, febril de novidade e de progresso, foi, na dimensão
mais puramente humana da sua história, um século do eterno
retorno e da cegueira. Disso falam, nos mais diversos planos e ao longo
de toda a sua obra, Walter Benjamin e Paul Celan.
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