Esta
antologia de textos teóricos publicados em vida de Paul Klee (1879-1940)
reúne, para além de ensaios e conferências, os célebres Esquissos
Pedagógicos,
um dos mais significativos conjuntos de reflexões e desenhos do século
XX, que revelam os caminhos da criação num dos pintores maiores desse
século.
O conjunto de textos teóricos aqui reunidos
responde a perguntas como: Qual a função da pintura moderna? Que relações
estabelece com a música, a poesia, as matemáticas, a biologia? Como
se pode compreender o poder da linha, do espaço, da forma e da cor?
De que modo tudo isso dá expressão a uma consciência nova de nós próprios
e do universo?
A arte não é uma ciência que seja fomentada progressivamente através
de muito trabalho e da investigação de muitos membros; pelo contrário, é o
mundo da diversidade. Cada personalidade, que dispõe da sua própria forma
de expressão, tem aqui o seu valor. Só os fracos, aqueles que em lugar de
procurarem em si próprios, procuram naquilo que já existe, devem desistir.
Paul
Klee nasce em 1879 perto de Berna. Estuda música e pintura. Em
1911
conhece Kubin, Jean Arp, Kandinsky, Marc, Macke, e entusiasma-se
com a
pintura de Delaunay. A Bauhaus, fundada em Weimar, em 1919, por Walter
Gropius, nomeia-o professor em 1920 (em 1922 será a vez de Kandinsky).
Participa na primeira exposição surrealista em Paris (1925). Troca a Bauhaus
pela Academia de Dusseldorf em 1931. Dois anos depois, é perseguido pelos
nazis e refugia-se em Berna. Adoece gravemente em 1935; Braque e Picasso
visitam-no. Vê serem confiscadas as suas obras nas colecções públicas
alemãs; 17 dessas obras figuram na exposição «A Arte Degenerada»,
em Munique. Morre em
29 de Junho de 1940.
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