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Elefante,
de 2000, é o seu último livro e provocou uma surpreendente
agitação nos meios literários brasileiros. De
acordo com Vilma Arêas, no posfácio desta edição, “algumas
razões do estranhamento que o livro causou repousam na identificação
de procedimentos formais, que entretanto provocam efeito inesperado
no leitor. […] Uma outra causa de estranhamento talvez dependa
da estrutura polarizada do conjunto dos textos, obedientes ao comando
da tradição poética culta, onde circulam os poemas
líricos, estando ao mesmo tempo à escuta do registro
idiomático ou familiar da língua, camada que concentra
certa experiência histórica e social brasileira.
Partindo
das grandes correntes do modernismo (Pound, Eliot, Pessoa, Manuel
Bandeira ou Carlos Drummond
de Andrade), a poesia de Alvim aparece igualmente tocada pela “poesia
marginal”dos anos 70, mantendo-se ainda atenta às
gerações mais recentes.
Francisco
Alvim (1938, Minas Gerais, Brasil), diplomata de profissão,
estreou-se com Sol dos Cegos, em 1968. O livro seguinte, Passatempo,
sairia na mítica colecção “Frenesi”,
do movimento da Poesia Marginal, que o autor integraria em posição
de destaque. Em 1988, coligiu a sua obra no volume Poesias Reunidas. |