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livrinhos de teatro - Artistas Unidos

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Calderón

144 pp.
ISBN:978-972-8972-07-3
Pier Paolo Pasolini

€7,00

tradução de: Mário Feliciano e António Barahona    
com revisão de Jorge Silva Melo    

 

Calderón (1973) foi a única peça teatral publicada em vida de Pier Paolo Pasolini (edições Garzanti de Milão). Pasolini reporta-se ao grande tragediógrafo espanhol do “Século de Ouro” Pedro Calderón de la Barca (1600-1681) e a A Vida é Sonho, considerada a sua obra prima. As personagens chamam-se, como em Calderón, Basílio, Segismundo, Rosaura, mas a intriga é diferente. A peça passa-se em Espanha, mas na Espanha franquista de 1967, e desenvolve-se, em relação à intriga, em três sonhos sucessivos, em três ambientes: aristocrático, proletário, médio-burguês. É sobretudo uma parábola sobre a impossibilidade de evasão da própria condição social.

Pier Paolo Pasolini nasceu a 5 de Março de 1922 em Bolonha. Filho de um militar, seguiu o pai nas várias mudanças de terra, mas frequentou o liceu e a faculdade em Bolonha, onde foi aluno de Gianfranco Contini e Roberto Longhi.
Nos anos 60 publicou Il Sogno di Una Cosa (escrito em 1949), mais poemas (poesia in Forma di Rosa, 1964, Trasumanar e Organizzar, 1971), e foi muito activo como crítico em vários diários e revistas (entre outras, dirigiu com Alberto Moravia e Alberto Carocci a Nuovi Argomenti), actividade que, depois da colectânea Passione e Ideologia, esteve na origem de muitas publicações, parcialmente póstumas: Empirismo Herege (1972), Escritos Corsários (1975), Descrizioni di Descrizioni (1979).
Para além de várias peças inacabadas que escreveu na juventude e da tradução de clássicos (Ésquilo, Plauto), a sua produção teatral é composta por seis tragédias, cinco delas escritas em 1966: Calderón, Afabulação, Pílades, Pocilga, Orgia e Besta de Estilo – que começou a escrever em 1966 e prosseguiu até 1973, tendo ficado inacabada.

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