Numa
Sicília dir-se-ia que inventada por Pinter, nascem os textos
elementares e misteriosos de Spiro Scimone e por ele representados com
Francesco Sframeli Deste teatro irresistívelmente cómico
na sua rigorosa seriedade, nasce um grito de loucura. É um teatro
baseado na observação objectiva do paradoxo quotidiano
como muitos dos inesquecíveis gags do cinema mudo. Mas tudo
misturado numa atmosfera de filme muito negro.
Franco Quadri
Biografia:
Spiro
Scimone nasceu em 1964 em Messina, cidade portuária
da Sicília, estudou numa escola de teatro em Milão
e, juntamente com o seu colega Francesco Sframeli, representou autores
como Beckett, Mrozek, Havel. Em 1994 escreveu a primeira peça,
Nunzio, que enviou ao grande encenador Carlo Cechi. E havia de ser
a partir desse encontro que começa a sua companhia própria
e a escrita de peças “não por ter necessidade de escrever”,
diz ele, “ mas para imaginar uma partitura, um material que possa
ser possuído pelo corpo, a alma e a voz até obter uma
língua de teatro” A Nunzio ( que em 2001 adaptou ao cinema
tendo vencido o Leão do Futuro no Festival de Veneza 2002)
seguiram-se Bar (Café) e A Festa. Spiro Scimone esteve presente
no Festival de Almada 2002 a convite do Instituto Italiano de Cultura.
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