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livrinhos de teatro - Artistas Unidos

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O maravilhoso mundo de Dissocia / Realismo

176 pp.
ISBN:978-972-8972-14-1
Anthony Neilson

€7,00

     

O MARAVILHOSO MUNDO DE DISSOCIA
(Uma encomenda do National Theatre of Scotland e do Royal Theatre de Plymouth)

Lisa Jones está numa viagem. Uma viagem excitante à procura de uma hora perdida que mudou a sua vida. Os habitantes do maravilhoso mundo em que ela se encontra – Dissocia – são uma mistura curiosa entre amigáveis e violentos. Ou como diz o autor: ‘se gosta de Alice no País das Maravilhas mas acha que tem pouco sexo e violência, então esta é a peça para si’.

Uma peça comovente que confirma Anthony Neilson como uma das maiores vozes no teatro britânico nos nossos dias.

Luísa Ah… és um bode expiatório.
Bode Não é evidente?
Luísa Nem por isso. Quer dizer, é evidente que és um bode…
Bode (assente) Mas não é evidente que seja um bode expiatório. Eu sei. É um dos problemas: as pessoas não sabem distinguir. E não é provável que se ponham aí a culpar bodes normais. Seria ridículo; já para não dizer injusto.

 

REALISMO
(Uma encomenda do National Theatre of Scotland)

Uma tragi-comédia para os dias de hoje.

Passada durante um sábado, Realismo é uma visão da mente de Stuart enquando ele vagabunda no seu apartamento. Por exemplo, sua raiva perante a conta do gás é manifestada num momento musical, enquanto os seus pensamentos sobre ex-namoradas adquirem um tom dramático e cheio de cor.

Anthony Neilson escreve um quadro sobre a mundaneidade da vida de todos os dias com inspirações do teatro do absurdo. O que poderia ser uma fatia da realidade, como o nome indica, torna-se numa fantasia cómica e desordenada. Realismo é a celebração da normalidade que eleva a mundaneidade a um novo nível.

Ricardo Eu não quero que tu me mijes na cara. Só quero que faças chichi à minha frente.
Laura Mas porquê?
Ricardo Não sei. Porque é uma coisa que nunca fizeste com mais ninguém.
Laura Acho que não sou capaz.
Ricardo Estás com medo de dar um peido?
Laura Não!
Ricardo Não faz mal. Às vezes o tubo de escape fica entupido. Eu percebo.

 

ANTHONY NEILSON nasceu em Março de 1967. Filho de actores, muito cedo EILSON teve contacto com o teatro. Escreveu as primeiras peças no final dos anos 80 e ficou conhecido no Festival de Edimburgo de 1991 com a estreia auspiciosa de Normal: o Estripador de Düsseldorf. Foi considerado um dos percursores da geração In-Yer-Face, caracterizada por uma escrita musculada e directa, preocupada com a actualidade. O seu teatro tem levantado quase sempre grandes polémicas. Habitualmente, dirige as próprias peças, o que é um caso raro no teatro britânico, Na sua obra destacam-se ainda Year of the Family (1994), Heredity (1995), Twisted (1997), Penetrador (2000) Cicatrizes (2002), The Lying Kind (2002). Em 2006, escreveu The Menu para o National Theatre e Realismo para o Festival de Edimburgo. O Maravilhoso Mundo de Dissocia, produzido em 2004 no Festival de Edimburgo, ganhou, em 2007, o Prémio TMA para Melhor Produção em Digressão. Ainda em 2007, estreou God in Ruins, encomendada pela RSC. Em 2008, prepara uma nova produção (ainda sem título) para o Royal Court. Escreve também para rádio, televisão e cinema.
O autor, falando das suas peças: “Imploro-vos que não sejam reverentes. Mudem-nas como acharem melhor, estejam onde estiverem, seja em que tempo for. Tornem-nas melhores – Deus sabe que há sempre possibilidade de o fazer – ou, melhor ainda, substituam as minhas falhas pelas vossas. Acima de tudo façam-nas viver e respirar.”
Os Artistas Unidos estrearam, em 2003, no Teatro Taborda Cicatrizes, com direcção de Pedro Marques e interpretação de Teresa Sobral e Nuno Melo.

Do mesmo autor na Artistas Unidos Revista:
Cicatrizes (Revista nº 9)
Normal – o estripador de Düsseldorf e Penetrador (Revista nº 12)

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