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livrinhos de teatro - Artistas Unidos

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T1 - Se o mundo não fosse assim

ISBN: 972-95408-7-X
José Maria Vieira Mendes
118 pp.

€7,00

Tradução directamente do novo norueguês, é de Pedro Fernandes e Manuel Resende

T1
Um quarto, uma rapariga, três rapazes. Quando foi? Quem se perdeu? Porquê? Tudo se passa num T1, entre rapazes e raparigas. Houve umas cervejas. Ou foi só uma cantiga do verão que acabou?

Quis uma peça que contasse a história de um cenário que começa com uma forma e acaba com outra, mas cuja mudança não fosse dada a ver, antes fosse sugerida. Assim contém o palco o fim já no princípio. Se nos distanciarmos, apercebemo-nos da ilusão, se nos mantivermos fiéis à ficção, acreditamos. As personagens apareceram mais tarde. São quatro, ouvem a música que me ajudou a escrever, música rápida, como a história. Filhas do cenário, cresceram nos apartamentos que vemos, nunca de lá saíram, e apesar disso, parece-me, podiam ser nossos vizinhos.

José Maria Vieira Mendes

Se o mundo não fosse assim, a partir de motivos do famoso contista americano Damon Runyon.
Um dia Sua Majestade a Rainha, corista, assim chamada por só se deixar acompanhar por tipos ricos, é empurrada escadas abaixo ficando com as pernas paralisadas. E há um tipo, Little Pinks, empregado de mesa e grande admirador da Rainha, que passa a tomar conta dela. No inverno, em Nova Iorque, no final de 1932, estão os dois na miséria. Ela trata-o mal por ele não ter tusto e exige uma viagem até Miami onde o tempo é mais quente e há homens ricos para casar. Little Pinks satisfaz o capricho, empurrando a cadeira de rodas de Nova Iorque até Miami. 1300 milhas. A mesma viagem que Rusty, Johnny Brannigan e Jackie O’Heart, irão fazer, mas de comboio, depois de contratados por um traficante de cerveja para eliminar a concorrência de outro traficante de cerveja.

Damon Runyon nasceu em 1884 no estado de Kansas. Começou a escrever para os jornais locais desde bem cedo e aos 14 anos alistou-se como voluntário na guerra hispano-americana e serviu nas Filipinas. Regressou no ano de 1900 e trabalhou para numerosos jornais em diversas cidades até se instalar como jornalista desportivo no New York American em 1911. Foi correspondente de guerra durante a Primeira Guerra para os jornais do magnata Hearst, para quem continuou a trabalhar como colunista após a guerra. As histórias de Runyon evocam toda a população heterogénea da Broadway — gangsters, contrabandistas, coristas, boxeurs — empregando uma linguagem muito particular, mistura de preciosismo e calão. Muitas das suas histórias foram adaptadas para o cinema (nomeadamente por Frank Capra que filmou duas vezes o seu "Milionária por Um Dia") e teatro, destacando-se o grande sucesso nos palcos do musical "Guys and Dolls", filmado depois por Mankiewicz ("Eles e Elas").


Biografia:

José Maria Vieira Mendes escreveu Dois Homens, Morrer, Crime e Castigo, Lá Ao Fundo o Rio e Chão. Traduziu À Espera de Godot de Samuel Beckett, três peças curtas de Duncan McLean (com Clara Riso), Vai Vir Alguém de Jon Fosse (com Solveig Nordlund), Comemoração de Harold Pinter e Filoctetes de Heiner Müller. É um dos responsáveis pela Revista Artistas Unidos e pela edição do Teatro de Bertolt Brecht na Cotovia. Frequentou, em 2000, a International Residency do Royal Court Theatre de Londres. Recebeu em 2000 o prémio Acarte da Gulbenkian assim como o prémio José Ribeiro da Fonte do IPAE.

Outros livros do autor publicados por Livros Cotovia: Teatro, A minha mulher / Onde vamos morar (em co-edição com os Artistas Unidos), Ana (em co-edição com os Artistas Unidos).

 

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