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livrinhos de teatro - Artistas Unidos

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Um Carvalho / Inglaterra - uma peça para galerias

134 pp.
ISBN:978-972-8972-18-9
Tim Crouch

€7,00

     

UM CARVALHO

Um homem perde a filha num acidente de carro. Agora nada é o que é. É como se ele estivesse numa peça – mas sem saber o texto ou as marcações. O homem que ia a guiar o carro é um hipnotizador. Desde o acidente, perdeu o poder de sugestão. O seu número é um desastre. Para ele, agora tudo é exactamente o que é. Pela primeira vez desde o acidente, estes dois homens encontram-se. Encontram-se quando o Pai se oferece como voluntário para ser hipnotizado. E desta vez ele não sabe mesmo as palavras nem os gestos...

UM CARVALHO é uma peça para dois actores. Há um Hipnotizador e um Pai. Este, no entanto, é representado por um actor convidado que é diferente em cada espectáculo. Chega à cena sem ter visto nem lido uma palavra da peça em que entra... até estar lá dentro. Trata-se da projecção de uma representação, dada por um actor a outro, por um hipnotizador ao seu paciente, por um público a uma pessoa.

Uma peça arrojada e absurdamente cómica sobre a perda, a sugestão e o poder da mente.

UM CARVALHO estreou a 5 de Agosto de 2005, no Traverse Theatre de Edimburgo, com interpretação de Tim Crouch e encenação de Tim Crouch, Karl James & a smith, com desenho de som e música original de Peter Gill, numa produção news from nowhere. Apresentado em Lisboa, no Pequeno Auditório da Culturgest, de 15 a 18 de Junho de 2006, integrado no Festival Alkantara, com a colaboração dos actores Beatriz Batarda, Cathy Naden, João Pedro Vaz e André Teodósio.

HIPNOTIZADOR Minhas senhoras e meus senhores. Boa noite/ tarde. Eu chamo-me
(nome do actor que faz de HIPNOTIZADOR). Bem-vindos a (nome do teatro).
Podes vir até cá acima para ao pé de mim, por favor?

O HIPNOTIZADOR convida o segundo actor a levantar-se do seu lugar entre o público e a subir ao palco.

Minhas senhoras e meus senhores. Este/ esta é X (nome do segundo actor). X vai representar a peça esta noite. X não viu nem leu a peça.
X e eu encontrámo-nos há cerca de uma hora. Dei-lhe uma série de sugestões. Sugeri-lhe que se divirta!
Mas a história é tão nova para X como para vocês.

INGLATERRA

Uma peça para galerias
INGLATERRA é sobre um império de transmigração e transplantação. É a história de uma coisa colocada dentro de outra: um coração no corpo de outra pessoa, uma cultura dentro da cultura de outro país, o teatro dentro de uma galeria, uma personagem dentro de um actor, uma peça dentro da audiência.
INGLATTERA é um pictograma da procura de um novo coração.
Tim Crouch continua a explorar a natureza da experiência teatral, a comunicação de uma ideia do actor ao público – e reciprocamente.
Representada por dois guias de uma exposição, INGLATERRA viaja nas rotas do comércio de arte e de seres humanos. É sobre a doença e a procura da saúde a qualquer custo. É uma excursão através do espaço e das fronteiras: de uma galeria de arte para uma fábrica de compotas, de Edimburgo para Osaka, de um hospital para um quarto de hotel.

INGLATERRA estreou a 4 de Agosto de 2007, na Fruitmarket Gallery, no Festival de Edimburgo. Tem interpretação de Tim Crouch e Hannah Ringham, encenação de Tim Crouch, Karl James e a smith e desenho de som de Dan Jones. Encomendada pelo Traverse Theatre, é uma produção news from nowhere, co-produzida pela Culturgest e o Warwick Arts Centre.
Apresentado em Lisboa, na Galeria 2 da Culturgest (durante uma exposição da artista Frances Stark) de 26 de Fevereiro a 1 de Março de 2007.

Ela pergunta se lhe pode dar um abraço.
ING - O quê?
INT - Tocar-lhe. Pergunta se lhe pode tocar.

Silêncio.

ING - O que é que ela está a dizer?
O quê?
O que é que ela está a dizer?
O que é que ela disse?
O que é que ela disse?

Som – do outro espaço – que leva o público embora.

TIM CROUCH

A sua primeira peça, o meu braço, foi lida pela primeira vez no Franklin Stage em de 2002. Estreou no Traverse Theatre durante o Festival de Edimburgo de 2003. Desde então, teve carreiras em Nova Iorque e Londres e andou em digressão pela Europa e América do Norte. A adaptação que Tim Crouch fez para a BBC Radio ganhou um cobiçado Prix Italia em 2005. O espectáculo foi apresentado em Lisboa, na Culturgest, a 2 e 3 de Julho de 2004 em colaboração com os Artistas Unidos, que editaram o texto na Revista Nº 10.
A peça seguinte, um carvalho, estreou em Edimburgo no Verão de 2005 e recebeu um Glasgow Herald Angel Award. Esteve em digressão pela Europa em 2006 (com passagem pela Culturgest) e terminou o ano com uma carreira Off Broadway, em Nova Iorque. Pela sua interpretação nesta peça, Tim Crouch recebeu o prémio de Melhor Actor no Festival de Brighton, em 2006.
INGLATERRA estreou em Agosto de 2007 no Fringe Festival de Edimburgo, onde recebeu três prémios: um Fringe First, um Herald Archangel e um Total Theatre Award. Está também publicada nos Oberon Books.
Desde 2003, completou igualmente uma trilogia de encomendas shakespeareanas para um público jovem, feitas pelo Festival de Brighton: i caliban, i peaseblossom e i banquo. Em conjunto, as peças a partir destas três personagens secundárias chamam-se fairymonsterghost. A encomenda que Crouch fez para o Serviço Educativo do National Theatre, shopping for shoes, esteve em digressão no Reino Unido, foi montada companhia escocesa Visible Fictions e recebeu em 2007 o Brian Way Award. Tim Crouch escreveu ainda Kaspar The Wild para o Theatre Royal de Plymouth e o Polka Children’s Theatre.
Mais informações em www.newsfromnowhere.net .

 

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