A Ilíada é
o primeiro livro da literatura europeia e, sob certo ponto de vista,
nenhum outro livro que se lhe tenha seguido conseguiu superá-lo - nem
mesmo a Odisseia. Lida hoje, no século XXI depois de Cristo,
a Ilíada mantém inalterada a sua capacidade esmagadora
de comover e perturbar. As civilizações passam, mas a cultura sobrevive?
É nesse sentido que parece apontar a mensagem deste extraordinário poema.
Ler a Ilíada é reclamarmos o lugar que por herança nos
cabe no processo de transmissão da cultura ocidental: cada novo leitor
acrescenta mais uma etapa, ele mesmo um novo elo. Imprensa
"A tradução
da Ilíada de Frederico Lourenço conjuga excelentemente
a visão do mundo homérico com a nossa língua e respira nela com uma força,
um ritmo e uma modernidade incomparáveis." Vasco Graça
Moura
"O poema homérico
brilha agora no português de hoje com o mesmo esplendor das origens,
feito de primeiras palavras, de metáforas ainda completamente vivas,
de nomes que milhares de anos tornaram familiares, arrastando-nos a este
mundo antigo, tão nosso, tão por debaixo do nosso chão."
José Pacheco
Pereira
"Talvez a
Ilíada não seja um livro, mas a própria ideia da literatura,
e todos os outros livros reescrevam incessantemente alguma estrofe ou
algum verso seu."
Manuel António
Pina
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