
Esta é uma nova tradução de Le Spleen de
Paris,
de Charles Baudelaire, obra editada em 1869, ou seja, dois anos depois
da morte do autor. Baudelaire concebeu-a como uma série de poemas
complementar de Les Fleurs du Mal ou, como escreveu em 1863, «pour
servir de pendant» às Fleurs.
O Spleen de Paris ilustra a concepção da poesia de Baudelaire.
Para ele o poeta é o «solitário, dotado de uma imaginação
activa, sempre viajando através do grande deserto de homens»,
tendo «um objectivo mais alto que o de um puro flâneur, um
objectivo mais geral, que não o prazer fugidio da circunstância».
Mais precisamente, o poeta é para Baudelaire aquele que procura
qualquer coisa a que se poderia chamar «modernidade», retirando «da
moda o que ela pode conter de poético no histórico» e
extraindo «o eterno do transitório.»
|