Juan
Ramón Jiménez nasceu em 1881 em Moguer, na Andaluzia,
região que celebraria em Platero e eu (1914). Profundamente
influenciado pela obra do poeta Rubén Darío, publica
aos 18 anos, em 1900, os seus dois primeiros livros de poemas. A morte
do seu pai, no mesmo ano, daria origem a uma depressão profunda
que o obrigaria a um longo internamento numa instituição
psiquiátrica em França. Em 1905, regressa à Andaluzia,
onde sofreria nova depressão nervosa. O seu estado, agravado
pela crescente ruína da família, não o impediria
de escrever o que viria a ser Platero e eu, durante passeios pelo campo.
O livro viria a ser publicado dez anos depois, em 1915, já Jiménez
se estabelecera definitivamente em Madrid. A partir de 1912, realiza
várias viagens por França e pelos Estados Unidos onde,
em 1916, se casa com Zenobia Camprubí Aymar, sua companheira
e colaboradora até ao fim da vida.
Em 1936, no início da Guerra Civil de Espanha, deixa o país,
ocupando um cargo diplomático na Embaixada de Washington. Nos anos
seguintes, o casal viveria ainda em Cuba e em Nova Iorque, antes de se
instalar definitivamente em Porto Rico, em 1951. Aqui, como antes em Nova
Iorque e em Cuba, Jiménez ensinaria Literatura espanhola. Em 1956,
a Academia Sueca atribui-lhe o Prémio Nobel da Literatura. Três
dias depois da entrega do prémio, morre Zenobia. Jiménez
jamais recuperará desta perda e permanece em Porto Rico. Morreria
dois anos depois, em 1958. Os restos mortais de ambos seriam transladados
para o Cemitério de Jesús de Moguer no mesmo ano.
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