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Depois da publicação
de clássicos como a Odisseia e a Ilíada, eis que
os Livros Cotovia continuam com o lançamento de obras
imprescindíveis e apresentam Paradise Lost de John Milton,
parente épico de Homero e de Virgílio, traduzido
em verso decassílabo, heróico e branco. Três
séculos depois das primeiras traduções portuguesas
deste clássico, os Livros Cotovia apresentam uma edição
bilingue, espantosamente traduzida por Daniel Jonas, na qual
cada verso inglês corresponde a um verso português.
Da rebelia adâmica, e o fruto
Da árvore interdita, e mortal prova
Que ao mundo trouxe morte e toda a dor,
Com perda do Éden, ‘té que homem maior
Nos restaure, e o lugar feliz nos ganhe,
Canta, celestial Musa, que no cume
Do Orebe, ou do Sinai lá, inspiraste
O pastor que ensinou a casta eleita,
De como no princípio céus e terra
Se ergueram do Caos; (…)
John Milton, in
Paraíso Perdido
John Milton nasceu em Londres,
no ano de 1608. Cerca de 59 anos mais tarde, totalmente privado
de visão, este autor deu a conhecer os dez livros que
compõem Paradise Lost. As reacções
por parte dos críticos não tardaram; hoje, é inquestionável
o estatuto canónico de uma das obras máximas
da literatura mundial. Para isso, terá contribuído
Harold Bloom que ajudou a compreender Paradise Lost como
um texto capaz de guiar o leitor até à verdade
e à libertação
através de 10565 versos: "O que faz com que O
Paraíso
Perdido seja único é a sua surpreendente
mistura de tragédia shakespeariana, épica virgiliana
e profecia bíblica". (Harold Bloom, 1994)
Daniel Jonas (Porto,
1973) é também autor do livro de poesia Os
Fantasmas Inquilinos (2005), publicado pelos Livros Cotovia.
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