Outrora Quintus amava-me. Éramos
novos. D. Avitius respirava ainda. Quintus entrava furtivamente pela
segunda porta; a noite era nossa. AO romper do dia, fingia que se
levantava contrariado, procurava a túnica, dizia que sofria
por ter de me deixar. Atava as faixas dos sapatos sem pressas. Vinha
beijar-me na cara e no baixo ventre. Eu acordava. Dizia-lhe ansiosa: "Daqui
a pouco é dia. Despacha-te". Ele suspirava. Parecia-me
que aquele suspiro era um eco do rio que atravessava Erebo.