“Harold Bloom (…) é possivelmente
o crítico literário americano mais lido em todo o mundo.
Alguns acrescentarão que é o melhor. Todos concordarão
que é o mais polémico.”
Público
Os
críticos são mais
ou menos estimáveis que outros críticos apenas (precisamente) como
os poetas são mais ou menos estimáveis que outros poetas. Tal como
um poeta deve ser descoberto através de um vazio num poeta precursor,
assim o crítico. A diferença é que um crítico tem mais pais. Os seus
precursores são poetas e críticos. Mas - em verdade - o mesmo acontece
com os precursores de um poeta, e cada vez mais à medida que a história
se alonga.
A poesia é a angústia da influência, é encobrimento, é uma preversidade
disciplinada. A poesia é mal-entendido, interpretação errónea, aliança
desigual.
Harold Bloom, in A
angústia da influência
Harold
Bloom ('Sterling Professor of the Humanities' na Universidade
de Yale) é um dos mais importantes críticos
literários da segunda
metade deste século, e o autor de alguns dos livros que, a
partir dos anos 60, tornaram irreconhecível a crítica
literária
norte-americana.