O presente volume reúne
um conjunto de propostas que, desde os anos setenta, têm vindo,
não só a marcar profundamente uma série de áreas
disciplinares – tais como a literatura, a história, a antropologia,
a história da arte – mas também a desestabilizar as fronteiras
entre elas ou a propiciar o diálogo entre os saberes organizados
em seu torno.
- No caso concreto de Portugal,
que questões se levantam no que respeita à sua identidade,
não só face à inserção na União
Europeia, mas também à presença crescente de ex-colonializados
dentro do seu espaço nacional? Quais as estratégias e as
responsabilidades disciplinares perante estas mesmas transformações
no campo das humanidades? Como pensar novos modos de transmitir e leccionar
as disciplinas clássicas, surgidas em torno da invenção
da nação, tomando em conta os desafios da pós colonialidade?
Que outras temporalidades podem ser pensadas para além de uma
narrativa centrada na nação, na “Europa”, no Ocidente?
Estas são algumas das questões que motivam a apresentação
do conjunto de textos traduzidos.
Organização e introdução
de Manuela Ribeiro Sanches – Inclui:
- “Reconsiderando a Teoria
Itinerante”, de Edward Said (tradução de Manuela Ribeiro Sanches)
- “As ficções da representação Factual”, de Hayden
White (tradução de Marina Santos)
- “ O Tempo e a Escrita sobre o Outro”, de Johannes Fabian (tradução
de Carlos Branco Mendes)
- “Sobre a Autoridade Etnográfica”, de James Clifford (tradução
de Carlos Branco Mendes)
- “A Questão Outra”, de Homi K. Bhabha (tradução de Manuela
Ribeiro Sanches)
- “Cultura e Poder. Teorias do Discurso Colonial”, de Nicholas Thomas (tradução
de Fernado Clara)
- “Histórias de Minorias, Passados Subalternos”, de Dipesh Chakrabarty
(tradução de Manuela Ribeiro Sanches)
- “Transculturação e Autoetnografia: Peru 1615 / 1980”, de Mary
Louise Pratt (tradução de João Catarino)
“O Artista como Etnógrafo”, de Hal Foster (tradução de Manuela
Ribeiro Sanches)
|