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Imprensa
“Resolveu Teresa Veiga
fazer a primeira incursão pelo romance com A Paz Doméstica.
Já nos surpreendera antes com as suas novelas –destaque-se O Último
Amante, intitulando o livro de 1990 –e os seus contos em A
História
da Bela Fria, de 1992. Ao contrário do que se poderia supor, não
se tratam aqueles de exercícios de treino para a obra de maior fôlego
agora apresentada. São antes experiências autónomas e
diversas com variados efeitos de significação e diferenças
de registo, notáveis pela subtileza.
Aparentemente, este romance não possui o brilho das narrativas anteriores.
Talvez porque a intriga se ofereça como mais comezinha, os ambientes mais
prosaicos, as personagens mais vulgares. Mas é um livro que depois de
fechado começa a incomodar, impedindo-se cair no esquecimento da prateleira.
[...] E não nos larga depois dela. Talvez devido ao também curioso
desfecho a que –agora Teresa Veiga –recorre, e que nos dois últimos
capítulos destrói –ou reconstrói –toda a narrativa.
[...] Mais não se diz para não estragar o prazer deste jogo literário.
Helena Barbas, “A tragédia do banal”, Expresso, 15.5.1999
“Inesperado é o
final que Teresa Veiga reserva ao leitor de A Paz Doméstica,
fazendo-o sentir, pela inscrição de uma nova voz narradora
e pela consequente reformulação de dados que haviam sido
assumidos como autobiográficos, os perigos da sua própria
credulidade face à matéria e à trama narrativa
e conferindo-lhe assim, enquanto vítima de um logro habilmente
urdido, uma estranha forma de protagonismo.”
Cristina Almeida Ribeiro, “Balanço literário 1999”,
Vértice 96 / Jul.-Ago. 2000.
“Possuidora
de um notável domínio narrativo e de um hábil
manuseamento da escrita, a autora faz alarde dessas qualidades neste
novo título
[A Paz Doméstica], mas acrescenta aos anteriores uma
maior profundidade no recorte das personagens.”
Jornal de Letras, Artes e Ideias nº 747, 19.5.1999
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