
Amar não acaba é uma
crónica pessoal sobre a adolescência, na qual Frederico
Lourenço rememora, numa mistura desarmante de candura e humor,
a descoberta da sexualidade e o consequente reajuste interior do
papel da fé católica, as complexas relações
familiares, a escolaridade feita por conta própria fora da
escola, as primeiras grandes paixões musicais e a influência
de Lanza del Vasto.
À medida
que o tempo passa, a vida parece-me ir adquirindo os contornos esfumados
do Embarque para Citera pintado por Watteau, paisagem feérica
povoada de figuras irreais à espera do amor, como que saídas
das páginas de um pequeno Saint-Simon do sentimento, cronista
da emoção e de mim próprio.
Imprensa
“Uma
pequena pérola ‘proustiana’, com um sopro de Clarice Lispector
no título, para contar infância e adolescência em
pequenos folhetins, com uma elegância exacta que já não
se usa. Do pícaro avô da marinha mercante ao devaneio
‘hare krishna’, da descoberta da (homo)sexualidade à interrogação
da igreja, passando pela Figueira da Foz (mas o que é que as
pessoas da Figueira têm?), por Sintra e por São Carlos
(Wagner, os bailarinos da CNB, Mara Zampieri). Abre-se para espreitar
e de repente acaba. Difícil é não o ler.”
Alexandra Lucas Coelho, Público “Percursos
iniciáticos, contados na primeira pessoa, por um especialista
em cultura clássica, tradutor de Homero, além de outras
surpresas. A descoberta da sexualidade, da espiritualidade hindu (rapidamente
esquecida), da morte, da música e da amizade, num breve texto
de extraordinárias delicadeza e ironia, criando um novo espaço
de excepção no nosso panorama literário”.
Expresso
|