“Trata-se de um livro que
conta a história de um homem, José, e de uma
mulher, Maria, que não se conhecem. Conta o seu encontro e aonde este os
leva. Para mim, mais importante do que contar esta história, foi saber como
contá-la como falar de um homem de agora e de uma mulher de agora, um pouco
como falar de mim através da ficção. Sob as palavras deste livro, o que há é
um escritor numa sala de cinema, às escuras, sozinho, a ver o filme deste
José e desta Maria e a escrever o que vê e ouve.
O
narrador é um mero espectador, não conhece o interior das personagens. Aqui
há uma Lisboa muito especial, feita de cenários muito meus, e a história é
um pouco estruturada como um filme, às vezes até por planos. Há um excesso
de figurantes e, em erupções, surge um lado de filme musical, às vezes,
quase de comédia. Eu diria que é um livro feliz.”
Jacinto Lucas Pires in "Visão"
“Azul-Turquesa tem uma
evidente vocação para guião de cinema. Mas a verdadeira história deste livro
– que confirma o interesse e a qualidade indiscutíveis da obra de Jacinto
Lucas Pires – é aquela que trata da forma como as personagens se confrontam
com a opacidade das imagens e com a incapacidade de passarem para lá dela.”
Jorge Martins Trindade, Público
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