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Barco a Seco, o mais
recente livro de Rubens Figueiredo, começa com o
quase afogamento do narrador (órfão, expulso de casa da família pobre com
quem vivia, crítico de arte) no mar; o mar é o único tema das telas de
Emilio Vega, pintor obscuro, em cuja obra o narrador se especializou,
reconhecendo nela também o oportunismo artístico destes tempos. Os três -
mar, narrador e pintor - (juntamente com tudo aquilo que os dois últimos
representam, social e politicamente), tomam conta deste romance
extraordinário, aclamado assim pela crítica brasileira:
"O melhor da ficção nacional: Rubens Figueiredo se consagra como um dos
maiores talentos da sua geração"
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 12-05-2001
"Rubens Figueiredo é um esteta. Com raro talento conduz Barco a Seco com a
precisão de uma linguagem cirúrgica, que desvenda os abismos da alma humana,
além de construir uma narrativa primorosa…"
(Francisco Costa, O Estado de S. Paulo, 04-08-2001
"…um alto grau de sofisticação. Melhor ainda: o resultado dessa sofisticação
não é um romance obscuro, de difícil leitura, pelo contrário, é suave,
envolvente…"
Flávio Carneiro, Jornal do Brasil, 12-05-2001
"… trata-se de um romance excepcionalmente bom porque excepcionalmente
duro."
Gustavo Bernardo, O Globo, Rio de Janeiro, 02-06-2001
"… Barco a Seco não se entrega de mão beijada ao leitor. Não porque
seja 'difícil'. Ele é curto, tem linguagem rica mas cristalina, em enredo
simples e uma sequência narrativa que, se não é linear, também não chega
a confundir (…) belo romance."
Carlos Graieb, Revista Veja - São Paulo)
Rubens
Figueiredo (Rio de Janeiro, 1956), professor de Português e Tradução
Literária e tradutor, crítico, contista e romancista, publicou nos
Livros Cotovia Barco a seco (romance, 2001).
Apesar do pudor do seu carácter, e de recusar
tanto a aura romântica do escritor de génio como a aura fútil
da fama, Rubens Figueiredo é figura de destaque
no mundo literário brasileiro;o reconhecimento da sua obra confirma-se
em 1999 com o importantíssimo Prémio Jabuti.
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