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[ficção de língua portuguesa]

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Importa-se de me emprestar o barroco?

Barros Baptista, Abel; Rubim, Gustavo

€14,00


Primeira obra de ficção de dois autores já conhecidos dos leitores mais atentos: professores universitários especializados em literatura de língua portuguesa, tanto Abel Barros Baptista como Gustavo Rubim têm diversos trabalhos críticos e ensaísticos publicados e são sobejamente conhecidos nas suas áreas de trabalho. Importa-se de me emprestar o barroco contém tanto de paródia ao mundo universitário quanto de ensaio literário e antologia de poemas. Escrito
num estilo peculiar, bem-disposto e tão intrincado que desafia até o mais atento leitor de policiais, Importa-se de me emprestar o barroco? questiona brilhantemente algumas ideias dilectas do mundo académico, seja a de reescrita (plágio, intertextualidade) – essa ‘paixão que inferniza os vivos com uma caterva de mortos’ – seja o quase saturado tema do carpe diem (a emergência do corpo na poesia?).
Começa com um ataque:


Aquela tarde de calor em que me sentei, mesa emprestada, em direcção a certo conto de que só faltava imaginar o fim, os começo e meio mais ou menos tecidos, caiu em desgraça na minha lembrança, o quarto, o edifício, o mundo todo entraram a girar, e eu perdi a compostura. Era o barroco.

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