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Na Manaus dos anos 1950,
dois meninos, Lavo e Mundo, travam uma amizade para toda a vida. A
fim de cumprir as suas inclinações artísticas,
o jovem Mundo trava uma luta contra as ambições dinásticas
do seu pai. A revolta culminará numa fuga para a Europa, de
onde manda sinais de vida para o seu amigo de infância, agora
advogado, mas ainda preso à cidade natal.
Cinzas do Norte, terceiro romance de Milton Hatoum, é o relato de
uma revolta e de um longo esforço para compreendê-la, uma
história moral do nosso tempo.
Talvez tenha morrido naquela madrugada, mas eu não quis saber
a data nem a hora: detalhes que não interessam. Uns vinte anos depois,
a história de Mundo me vem à memória com a força
de um fogo escondido pela infância e pela juventude. Ainda guardo seu
caderno com desenhos e anotações, e os esboços de várias
obras inacabadas, feitos no Brasil e na Europa, na vida à deriva a
que se lançou sem medo, como se quisesse se rasgar por dentro e repetisse
a cada minuto a frase que enviou para mim num cartão-postal de Londres:
“Ou a obediência estúpida, ou a revolta”.
Imprensa
“Na obra de Hatoum desenha-se
o espaço luminoso da ação ética e política
do narrador contemporâneo [...] com rigor e força artística
incomuns."
Wander Melo Miranda, Jornal
do Brasil
“Com Cinzas do Norte,
Hatoum expande e aprofunda seu projeto ficcional, levando a sério e a cabo a injunção
flaubertiana de escrever a ‘história moral de sua geração’.
O resultado é este belo romance, amargo e maduro.”
Samuel Titan
Jr.
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