Nas histórias de Teresa
Veiga são sobretudo as mulheres que têm
voz. Através da primeira pessoa, num tom confessional, intimista e autobiográfico,
as narradoras são quase sempre mulheres sós que se ligam invulgarmente às
casas onde moram, aos objectos que as habitam, aos livros que lêem, a pequenos
fait-divers que lhes preenchem a atenção e despertam a curiosidade
até que um qualquer acontecimento perturbe a sua vivência.
"Três contos exemplares da mais acabada arte narrativa.
[...] um livro de contos que contém um dos objectos mais preciosos da ficção narrativa na literatura portuguesa contemporânea: o primeiro dos três contos, intitulado "A Morte de um Jardineiro". Não é que os outros dois não estejam à altura de uma mestria do conto, enquanto género, e de uma escrita cheia de subtilezas, ao serviço de uma grande tensão e densidade narrativas. Mas o primeiro apura estas características num grau que o torna exemplar."
António Guerreiro, Expresso, 6 de Setembro 2003
"Teresa Veiga é um dos nomes mais importantes da nossa ficção actual. Importância que não deve ser diminuída pela sua recusa mediática.[...] é, provavelmente, a nossa melhor contista, e estes textos mostram como consegue romper as categorias estabelecidas dos modelos ficcionais. A sua escrita está no cruzamento perfeito entre as exigências do leitor geral de ficção e o leitor mais sofisticado. É, para ambas as categorias, uma leitura muito recomendável."
Pedro Mexia, Diário de Notícias, 1 de Agosto 2003
«Teresa
Veiga escreve de uma maneira que recebe sem favor o nome de estilo: com
rigor e sobriedade, a sua escrita revela um notável sentido da
alusão, da ironia e do humor e, retoricamente falando, um
sentido do decoro, da necessidade
de o manter e da oportunidade para o perder.»
Abel Barros Baptista
« Uma escrita que sabe
produzir os seus efeitos, que não se confunde com outras escritas e se
abre a subtilezas e jogos de significação
de que apenas a boa literatura é capaz.»
António Guerreiro
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