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Nove
Noites, saído no Brasil em 2002, foi galardoado com o prémio
literário Machado de Assis.
Uma história real e a figura fascinante do jovem antropólogo
que a protagonizou levam o narrador a seguir-lhes o trilho: em 1939, o
antropólogo americano Buell Quain suicida-se no Brasil, perto de
uma aldeia indígena onde viveu algum tempo isolado entre os índios;
as circunstâncias dessa morte horrível (cortou-se barbaramente
antes de se enforcar) nunca foram esclarecidas. É esta a história
verídica que suscita a pesquisa do narrador que lhe irá revelar
paralelos com a sua própria vida.
No seu país, a obra e o autor foram aplaudidos sem hesitação:
“Brutalmente notável. Nove noites é a afirmação
vigorosa do escritor” , “Bernardo Carvalho confirma-se como grande
mestre do romance”.
No
dia do seu vigésimo sétimo aniversário, ele me
disse que sabia o que era a morte: um excesso que se anula.
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