..........como não nasci ensinado e vivi muito, nem tudo, hoje, é evidente,
nem merece aqui o mesmo apreço.......... a certas peças conservei-as só por respeito
à devoção e ao gosto de alguns leitores antigos e porque por essa via talvez
tenham, quem sabe, chegado a fazer parte de um certo tempo muito localizado
mas que foi o nosso .......... a outras dei pequenas voltas para as tornar mais
as mesmas, inclusive a alguns inéditos, poucos, de que nunca consegui livrar-me
.... a esses, juntos com avulsos publicados fora dos livros originais, agrupei-os
numa adenda........acho que de 98 para cá, talvez, passei a creditar a outras
vazões de escrita os fluxos poéticos que se me foram atravessando..........
Ruy Duarte de Carvalho,"Introdução", Lavra.
Poesia reunida 1970 / 2000
O Sul
O Sol p o
sul p o sal
as mãos de alguém ao sol
o sal do sul p ao sol
o sol p em mãos de sul
e mãos de sal p ao
sol
e
sal do sul em mãos de sol
e mãos de sul p ao
sol
um
sol de sal p ao sul
o sol p ao sul
o sal p ao sol
o sal p o sol
e mãos de sul p sem
sol nem sal
Para
quando enfim no sul
ao sol
uma mão cheia de sal?
Ruy
Duarte de Carvaho, "Chão de Oferta", Lavra.
Poesia reunida 1970 / 2000
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