A presente versão portuguesa
de High Windows (Janelas Altas), primeira em Portugal, aparece trinta
anos depois da primeira publicação deste
livro de Philip Larkin que será talvez o mais emblemático dos quatro
de poesia.
Philip
Larkin, poeta, romancista e crítico, nasceu em Conventry, Inglaterra,
em 1922. Estudou literatura inglesa, foi amigo íntimo de Kingsley
Amis (e padrinho de Martin Amis), amante e crítico de jazz, bibliotecário
nas universidades de Leicester, Belfast e Hull.
Esteve ligado ao movimento
literário
inglês The Movement, que, nos anos 50, reuniu escritores como Kingsley Amis,
Donald Davie ou Thom Gunn, entre outros, e que defendia uma literatura virada
para a vida comum, numa linguagem simples, directa e clara. Os escritores
que integravam este movimento reclamavam-se de uma baixa classe média da
província, estatuto esse que opunham ao Establishment intelectual, artístico
e académico da capital, das classes altas e das duas universidades com primazia
histórica e influência dominante, Oxford e Cambridge.
A obra literária de Philip Larkin compõe-se, essencialmente, de dois romances –
Jill (1946) e A Girl in Winter (1947) – e quatro livros de poesia: The
North Ship (1945), The
Less Deceived (1955), The Whitsun Weddings (1964)
e High Windows (1974).
Philip
Larkin continua a ser hoje, quase vinte anos passados sobre a sua morte,
um poeta controverso. A sua personalidade tem suscitado as mais acesas discussões,
sobretudo a partir da publicação, em 1992, dos Selected Letters, onde parece
consolidar-se a imagem de um homem misógino, racista, homofóbico, nostálgico
de políticas autoritárias e historicamente regressivo. Porém, a sua poesia
não deixa de marcar de forma indelével a literatura inglesa do século XX,
tendo hoje lugar entre os grandes poetas de língua inglesa, ao lado de T.S.
Eliot, Ezra Pound ou Dylan Thomas.
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