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[Poesia traduzida]

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Odisseia

Homero

400 pp.

€35,00

introdução e tradução do grego de Frederico Lourenço  


 

 

Grande helenista, a quem nem sequer falta boa formação em duas especialidades pouco cultivadas no nosso país - a crítica textual e a métrica grega -, pôde Frederico Lourenço levar a bom termo esta tarefa tão difícil de executar, uma tradução em verso solto, cadenciado mas não espartilhado, próximo da literalidade, mas não por ela escravizado, preservando as fórmulas e epítetos, que, quer sejamos oralistas quer não, são características do estilo homérico. [...]
O aparecimento desta nova versão nem precisa de ser justificado. Corresponde a uma fase muito diferente da compreensão dos Poemas Homéricos (note-se que digo apenas "muito diferente", porque a compreensão total de uma obra-prima talvez não possa nunca atingir-se em plenitude) e provém de um helenista com as qualificações de ordem linguística, literária e estética necessárias para ser bem sucedido. Deste modo se tornou acessível, e mesmo apetecível aos não especialistas, uma obra que é de todos os tempos.

Maria Helena da Rocha Pereira, in Público

Não cabe aqui fazer ressaltar aspectos surpreendentes do magnífico poema sobre o retorno de Ulisses, «a espantosa urdidura formal, o domínio de técnicas narrativas da mais alta sofisticação, a capacidade de obter os mais esmagadores efeitos poéticos por meio da linguagem mais simples e transparente» (Frederico Lourenço, in ‘Prefácio’), mas sim, de forma mais directa, apelar à leitura de um livro fundamental da nossa civilização:

Porquê esta nova tradução da Odisseia?

Porque nenhuma das duas traduções até agora disponíveis em Portugal reunia as características ideais para enlevar e comover os leitores. A tradução do Professor Frederico Lourenço foi vertida directamente do grego, é fiel ao original, em verso, actual à luz da Filologia Clássica e não é arcaizante nem académica. Pretende devolver ao leitor de língua portuguesa o prazer do texto homérico, isto é, de uma história empolgante, maravilhosamente contada. A qualidae do trabalho do tradutor foi já bastamente elogiada, aclamada e reconhecida pela crítica.

Porquê ler a Odisseia hoje?

    1) Porque suscita no leitor o deleite e a comoção de uma história de «interesse imorredouro, contada com eficácia arrasadora»;
    2) Porque é, a seguir à Bíblia, o livro mais influente no imaginário ocidental. Não é por acaso que a literatura romana começa, no séc. III antes de Cristo, com a tradução para latim da Odisseia. E ao longo dos tempos, vários aspectos da história do retorno de Ulisses entraram no quotidiano ‘cultivado’ da civilização ocidental: a teia de Penélope, as Sereias, o Ciclope antropófago, o saque de Tróia por meio do estratagema do cavalo de madeira, a magia de Circe, o amor sufocante de Calipso;
Porque Ulisses – afinal o elemento chave que liga toda a narrativa e por quem somos conquistados logo no primeiro momento – é a própria consubstanciação da inteligência humana e da vocação do ser humano para o infinito sofrimento: o herói mais ‘humano’, que sofre mas saboreia os prazeres da sensualidade e da aventura, astuto, que mente, mata e sobrevive, que abraça as múltiplas experiências que vêm ao seu encontro, que supera os perigos e as ameaças – e que é, essencialmente, a figura a quem as circunstâncias, e não a sua própria natureza, conferem uma dimensão heróica. Nele se projecta a essência do Homem Ocidental – daí que encontremos novos Ulisses em todo o tipo de narrativa posterior, da literatura ao cinema, de James Joyce ao Indiana Jones.

A imprensa escrita sobre Odisseia:

"E com o meu nome vos digo que um dia, quando assentar a poeira e não restar memória dos 'light tops' editoriais de 2003, se saberá que o grande livro escrito em língua portuguesa, neste ano da Graça de Deus, foi 'A Odisseia', traduzida por Frederico Lourenço, quando Palas Atena nele insuflou grande força poética."
João Bénard da Costa, Público

"... extraordinária tradução da Odisseia de Homero, num trabalho deslumbrante de Frederico Lourenço."
Eduardo Prado Coelho, Público

"... é um verdadeiro acontecimento cultural. Arrisco mesmo, desde já, que se trata do acontecimento cultural mais importante do ano! (...) Graças a esta tradução, a Odisseia acaba de se tornar, entre nós, um verdadeiro e imprescindível 'clássico para o povo'. Feliz quem, como Ulisses, dispõe de um texto assim."
Vasco Graça Moura, Diário de Notícias



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