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Uma paródia inconsequente
de Jorge Silva Melo Uma eterna criada evoca
as ricas horas dos mecenas, os bailes loucos, a arte livre, o amor livre,
o financiamento de L`Age D´Or de Luis Buñuel, tudo na altura
em que se anuncia a vinda do realizador espanhol ao palacete de Hyères
onde ainda vive o Conde de Noailles, mecenas que foi dos surrealistas:
estamos a meio dos anos 70 e os anos loucos já se foram, com as
jóias da família. Muito livremente inspirado em O Meu Último
Suspiro de Buñuel – e nas botinas de Diário de Uma Criada
de Quarto de Buñuel, é claro. E Séverine era a Belle
de Jour do romance de Joseph Kessel de que Buñuel e Oliveira se
apropriaram, maliciosos.
Um texto de Jorge Silva Melo
para a actriz Elsa Galvão que será lido por ela e por Ana Teresa Santos, Andreia
Bento, António Filipe, António Simão, João
Meireles, João Miguel Rodrigues, Luís Godinho, Paulo Moura
Lopes, Paulo Pinto e Pedro Carraca.
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