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[Teatro de autores de língua portuguesa]

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Fala da criada dos Noailles que no fim de contas vamos descobrir chamar-se também Séverine numa noite do Inverno de 1975, em Hyères

  ISBN: 978-972-795-218-2
Silva Melo, Jorge
88 pp.

€12,00

 

 

Uma paródia inconsequente de Jorge Silva Melo

Uma eterna criada evoca as ricas horas dos mecenas, os bailes loucos, a arte livre, o amor livre, o financiamento de L`Age D´Or de Luis Buñuel, tudo na altura em que se anuncia a vinda do realizador espanhol ao palacete de Hyères onde ainda vive o Conde de Noailles, mecenas que foi dos surrealistas: estamos a meio dos anos 70 e os anos loucos já se foram, com as jóias da família. Muito livremente inspirado em O Meu Último Suspiro de Buñuel – e nas botinas de Diário de Uma Criada de Quarto de Buñuel, é claro. E Séverine era a Belle de Jour do romance de Joseph Kessel de que Buñuel e Oliveira se apropriaram, maliciosos.

Um texto de Jorge Silva Melo para a actriz Elsa Galvão que será lido por ela e por Ana Teresa Santos, Andreia Bento, António Filipe, António Simão, João Meireles, João Miguel Rodrigues, Luís Godinho, Paulo Moura Lopes, Paulo Pinto e Pedro Carraca.

 

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